Conheça a trajetória do Enem e suas principais mudanças

Mariana Corneta
Formada em Jornalismo, técnica em Marketing e apaixonada por literatura, amo contar contar histórias. Encontrei no jornalismo uma forma de registrar fatos e eternizar momentos da vida cotidiana. Diligência, competência, inventividade e inclusão são algumas das características que prezo enquanto profissional. Você pode me encontrar no Linkedin como Mariana Corneta.

Crédito: Foto de Andrea Piacquadio no Pexels

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é considerado a maior porta de entrada para faculdades de todo o país. O teste, criado há 23 anos atrás, foi desenvolvido com o intuito de avaliar o desempenho dos estudantes do ensino médio.

Se você é vestibulando, sabe a importância da realização dessa prova. As notas do Enem são aceitas em todas as universidades, centros e institutos federais de educação, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SISU).

O Exame também garante a participação em programas como o Universidade para Todos (ProUni) e de Financiamento Estudantil (FIES). Essas iniciativas são responsáveis por oportunidades de bolsas de estudo e financiamento sem juros ou com juros baixos nas instituições de ensino.

A origem

A primeira edição do Enem foi desenvolvida com 63 questões. Assim, os vestibulandos realizaram a prova em um único dia, com quatro horas de duração. O tema da redação do teste foi “Viver e aprender”, tendo como percursor parte da letra da música “O que é o que é”, de Gonzaguinha.

Bem diferente de sua origem, a prova atual exige um grau superior de conhecimento que, além de fornecer diversos textos de apoio, exige dos estudantes uma proposta de comparação e analise com problemas atuais.

 Apenas uma avaliação

A grande diferença entre o início do Enem e sua proposta atual é seu objetivo. Em suas primeiras edições, o Enem tinha apenas como objetivo avaliar o desempenho dos estudantes. Desse modo, as notas não eram utilizadas para ingresso no ensino superior, diferente de sua proposta atual.

O Ministério da Educação (MEC) tinha como objetivo estabelecer um novo método de avaliação para a educação fornecida no país e, assim, aprimorar as políticas educacionais, sobretudo na rede pública de ensino.

Em seu primeiro ano de aplicação de provas, 1998, o Enem recebeu 157 mil inscrições, sendo que pouco mais de 115 mil estudantes compareceram às provas. Cenário de procura bem diferente do que observamos atualmente, já que milhões de estudantes participam do exame anualmente.

Primeiras adaptações

Com o objetivo de atrair mais estudantes, em 2001, apesar de manter a mesma estrutura do exame, o Governo implantou uma mudança no Enem. Assim, foi concedido aos estudantes da rede pública de ensino a isenção da taxa de inscrição.

O resultado dessa mudança foi o aumento considerável no número de inscritos. De 390 mil participantes no ano de 2000, a administração recebeu naus de 1,6 milhões de inscrições em 2001. O que caracteriza um crescimento de 400% de um ano para o outro.

Taxa

Nos dois anos de estreia do Exame a taxa de inscrição tinha o valor de R$20. Em 2000, esse valor sofreu reajuste, custando R$35. Além disso, o tempo estabelecida para o desenvolvimento da prova também mudou, contando com o acréscimo de uma hora, totalizando 5 horas para o término da avaliação.

Enem para todos

A implementação do Programa Universidade para Todos (ProUni), no ano de 2005, garantiu ao Exame um maior número de inscritos. A iniciativa criada com o objetivo de conceder bolsas de estudo integrais e parciais, em instituições privadas, garantiu e garante a oportunidade de ingresso em faculdades de todo o país, por meio da média obtida na prova.

As mudanças atraíram os estudantes que haviam concluído o ensino médio. Em 2006, das 3,7 milhões de inscrições que o exame obteve, mais de 1,6 milhão pertenciam aos que já tinham concluído o ensino médio nos anos anteriores.

Novo Enem

As reformulações continuaram e, em 2009, as provas passaram por reformulação. Tudo isso para que o exame se tornasse o principal meio de ingresso nas instituições federais. Desse forma, a prova passou a contar com mais questões. Logo, de 63 perguntas, a prova instituiu um gabarito com 180 itens, além da redação.

Além disso, a prova passou a ser aplicada em dois dias, sendo sábado e domingo. Isso aconteceu principalmente em decorrência ao aumento de questões. No mesmo ano, o exame foi divido em quatro áreas de conhecimento que perduram até os dias de hoje, sendo: Ciências Humanas; Ciências da Natureza; Linguagens e Códigos; e Matemática.

Cada “matéria” contém um caderno com 45 questões. Além de mais questões e mais segmentação, as perguntas ficaram mais difíceis.  Atualmente, essas apresentam um anunciado mais longo, por exemplo, e redações com temas mais complexos e critérios altos de avaliação.

Fraudes e transtornos   

Com a possibilidade de ingresso no ensino superior e diversos descontos e vantagens que o bom desempenho na prova garante, o gabarito da prova começou a chamar a atenção de quadrilhas nichadas na área de vestibulares e concursos.

Em 2009, uma versão do caderno de respostas da prova foi furtado da gráfica, o que gerou inúmeros problemas. O uso indevido do gabarito fez com que a aplicação do exame fosse adiada e remarcada para uma nova data. O prejuízo foi tamanho. Isso porque a organização do Exame teve que confeccionar uma nova prova. O custo para o desenvolvimento de novas provas chegou a R$ 45 milhões. Além do prejuízo financeiro, inúmeros estudantes foram prejudicados com o adiamento da prova.

Anos depois, nas edições de 2011 e 2014, novas denúncias de vazamento das questões surgiram momentos antes da aplicação das provas. Em 2011, um professor aplicou provas para os seus alunos com questões do Exame. Já em 2014, imagens das provas circularam nas redes sociais horas antes da aplicação da prova.

Medidas de segurança

Com problemas de segurança apresentados nas edições anteriores, novas medidas foram implementadas.

Detectores de metais, leitores biométricos e análise digital foram incorporadas na comissão do exame, com o objetivo de evitar vazamentos, fraudes e colas.

Mudanças atuais

As notas do Enem passaram a contar como uma nova função. A partir de 2015, é possível utilizar a nota do Exame para o Financiamento Estudantil (Fies). O programa estipula uma média de 450 pontos nas provas do Enem. Também é preciso ter nota superior a zero na redação para a concessão de benefícios.

Outra novidade foi nos dias de aplicação da prova, que antes aconteciam em dias consecutivos. Agora, a prova acontece em dois domingos seguidos. Além disso, a prova passou a contar com 180 questões mais a redação.

O Enem costuma fazer parte da vida de muitos estudantes. Por isso, nossa equipe desenvolve inúmeros materiais para facilitar o processo de ingresso na faculdade e  no mercado de trabalho. Acompanhe nossa página para ficar por dentro!

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