Quais as áreas de atuação do profissional de Cibersegurança?

Vanessa Zampronho
Colaborador do Hora Da Facul
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O profissional de Cibersegurança guarda dados que são sigilosos, e precisa estar sempre vigilante para que essas informações não fiquem vulneráveis a ataques externos

Praticamente tudo hoje é feito via internet: da pesquisa mais básica do local para almoçar até grandes transações financeiras. Mas os dados estão lá, como nome completo, cidade, documentos pessoais e até a conta bancária. É aí que entra o profissional de Cibersegurança. Ele deve garantir que essas informações não fiquem desprotegidas. Mas o que é Cibersegurança e quais áreas ele pode trabalhar?

A palavra Cibernética vem do grego, que literalmente significa timoneiro. É o que controla alguma situação. O conceito não é novo, já vem desde a antiguidade, e tinha a ideia de organizar a comunicação entre o governo e seu povo, por exemplo. Mas a cibernética enquanto ciência só surgiu em 1942, com o matemático americano Norbert Wiener. Foi ele quem definiu a cibernética como o controle de sistemas biológicos, mecânicos ou elétricos.

Controle dos sistemas de comunicação

Mas foi com o computador e as redes de informática que o conceito ganhou corpo. Eles revolucionaram o mundo, especialmente pela grande quantidade de dados que são processados. Tanto é assim que informática e cibernética são facilmente confundidos, mas não são a mesma coisa.

A facilidade de comunicação trazida pela tecnologia veio com os riscos de deixar dados pessoais e profissionais desprotegidos. Com esse excesso de informações que vão para lá e para cá, a importância do profissional de Cibersegurança se mostra ainda maior. Ele atua como um vigilante altamente especializado em verificar falhas nos sistemas computacionais e evitar que essas informações fiquem vulneráveis.

O que faz o profissional da Cibersegurança?

Ele precisa verificar o tempo todo as linhas de programação de sites, softwares, sistemas de informação, e tudo o mais que envolve dados pessoais ou empresariais. O trabalho se justifica: do mesmo jeito que existem os criminosos no mundo real, há os do mundo virtual. São os hackers, que tentam o tempo todo burlar a segurança de sistemas bancários ou bancos de dados.

São várias as formas de ataque a esses sistemas, e o profissional de Cibersegurança precisa conhecer tudo o que envolve esses dados. Ele atua como um detetive, com um olhar bastante detalhista em cima de softwares, banco de dados e programação de sites. Nunca se sabe quando um ataque pode ocorrer.

Uma ferramenta importante na Cibersegurança é a criptografia. Do grego “escrita escondida”, informações como dados pessoais, empresariais e contas bancárias têm o acesso dificultado. É como se fosse um código, que somente o emissor e o receptor conhecem. Mas, ainda assim, é preciso ficar atento.

Sempre vigilante

O profissional de Cibersegurança sempre verifica se há alguma falha nesse processo de criptografia ou outros dispositivos que mantêm os dados intactos. É como um buraco aparecesse na parede, que deixa ver o que há do outro lado. Imediatamente ele precisa ser tampado, para evitar que mais dados escapem de forma indevida.

Mas não são somente ataques externos as únicas fontes de preocupação do profissional de Cibersegurança. Ele também precisa ficar alerta para tentativas de burlar os sistemas de informação feitas pelos próprios funcionários da empresa. Assim, o especialista tem que identificar a origem da investida e orientar a organização sobre a segurança dos dados.

É o que se conhece por gerenciamento de vulnerabilidades. O profissional de Cibersegurança não só desenvolve os mecanismos de manutenção do sigilo dos dados, mas também garante que eles continuem seguros. É uma vigilância constante.

A faculdade de Cibersegurança

O curso que forma o profissional de Cibersegurança tem disciplinas que tratam de linguagem de programação, criptografia, redes de computadores e sistemas de informação, entre outras. É uma bagagem que o aluno vai precisar levar para seu trabalho em empresas e até mesmo como consultor.

Uma disciplina em especial do curso é a de Perícia Forense em Segurança da Informação. Com ela, o especialista adquire conhecimento para investigar crimes virtuais, e não é somente na polícia, por exemplo. Um ataque a banco de dados de uma empresa requer uma investigação completa para descobrir a origem da investida, reparar a falha e encontrar os responsáveis por ela.

Campo de trabalho do profissional de Cibersegurança

A carreira do profissional de Cibersegurança é bastante ampla. Um dos locais mais conhecidos de trabalho desse especialista é na proteção de sistemas bancários. Muito dinheiro circula pela internet, através de computadores e celulares. Imagine o cofre do banco, que fica em um local isolado e tem uma equipe que o protege. O profissional de Cibersegurança faz esse trabalho, mas de forma virtual. Ele evita que criminosos invadam esse sistema e roubem informações e dinheiro das contas.

Assim, os bancos mantêm uma equipe de profissionais de Cibersegurança atuando 24h diariamente, para evitar que esses sistemas sejam atacados. Uma complexa criptografia é desenvolvida para que os dados se mantenham sigilosos.

Mas não é só nos bancos que os especialistas trabalham. Dados governamentais precisam ser muito bem guardados. São informações que vão do controle dos semáforos de uma cidade, comunicações da polícia, até dados militares.

Segurança da aviação, hospitais e internet das coisas

Guardar as informações de pousos e decolagens é outra atribuição do profissional de Cibersegurança. Um ataque a esses dados pode mudar a rota de um avião, por exemplo. Mas nem só os voos ficam prejudicados: essas incursões indevidas até interrompem o suprimento de energia elétrica. A torre de controle do aeroporto fica às escuras, e não é só no sentido literal. Sem saber quais aviões pousam ou decolam, acidentes sérios podem acontecer.

Nos hospitais, prontuários médicos devem ser mantidos sob sigilo, e quem os acessa é só a equipe médica. Porém, o trabalho do profissional de Cibersegurança não se restringe a esses dados. Como os equipamentos médicos são interligados, qualquer falha na comunicação entre eles compromete diagnósticos. Podem até inviabilizar o funcionamento desses aparelhos.

Outra atuação importante do profissional de Cibersegurança é na comunicação entre dispositivos, a internet das coisas. Hoje em dia, celulares podem “conversar” com geladeiras, equipamentos de ar-condicionado, iluminação, até elevadores.

Mas nem só isso: a verificação contínua pode evitar invasões a sistemas de segurança de casas, condomínios ou prédios. Acessar de forma indevida o circuito interno de TV, desligar sensores de presença ou alarmes são alguns exemplos.

Portanto, o profissional de Cibersegurança é um verdadeiro vigilante da informação, e garante que seus dados fiquem seguros de ataques externos e indevidos. É um misto de investigação com desenvolvimento constante, uma área que precisa cada vez mais de especialistas e pode ser você.

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