Qual a diferença entre Direito e Advocacia?

Felipe Cortinas
Comunicador, jornalista, documentariasta e analista de marketing. Especializado em SEO e em estratégias de marketing inbound. Experiência como social media e criação de designs e vídeos em campanhas publicitárias. Gerenciamento de campanhas de Google Ads e SEO Local. Criação de sites e lojas online. Fotógrafo de eventos, videomaker e documentarista.
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Crédito: Foto de August de Richelieu no Pexels.

A diferença entre o direito e a advocacia são basicamente os caminhos diferentes que você, graduado, pode seguir na carreira.

Se tornar bacharel em Direito é uma coisa, mas realmente praticar a Advocacia já é outra. Assim, tudo depende da carreira jurídica que será seguida pelo advogado em questão. O caminho a ser seguido pode ir desde uma defensoria pública, ou até mesmo uma carreira policial.

O que é o direito e a advocacia?

De maneira simplificada, alguém que é bacharel em direito, apenas, ainda não é advogado, apesar de ter sua formação em ciências jurídicas.

Então, o advogado é aquele que depois de aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), está habilitado para fazer exercício da advocacia.

No entanto, o uso do termo advogado e uma pessoa formada em direito podem acabar sendo usados para o mesmo significado, algo que não é correto.

Bacharel em direito

Uma pessoa que faz a faculdade de direito ainda não é elegível para se apresentar no tribunal e defender a posição dos clientes, por exemplo.

Porém, por mais que essa pessoa não possa atuar como advogado em si, existe a possibilidade de um aconselhamento jurídico, sem nenhuma forma de atuação direta.

O graduado que estudou ciências jurídicas normalmente tem a intenção de advogar. Para que isso ocorra, é exigido que além do bacharel, seja aprovado no Exame da OAB.

Advocacia

A advocacia é muito mais do que apenas exercer a profissão de advogado licenciado.

Quando é escolhido o caminho de uma carreira jurídica na advocacia, o indivíduo terá papel importante na resolução de conflitos, sejam eles públicos ou privados.

São diversos os ramos de aplicação da advocacia, tudo depende da especialização e experiência. Veja algumas áreas onde a advocacia pode ser aplicada:

  1. Direito Trabalhista
  2. Direito Civil
  3. Direito Empresarial
  4. Direito do Consumidor
  5. Direito Tributário

Essas foram algumas das vertentes em que a advocacia pode ser aplicada na sociedade, seja na esfera pública ou privada.

Em resumo, a advocacia é a prática da defesa dos direitos em si, o que exige habilidades e conhecimentos específicos do aluno do curso de direito que acaba de se formar.

Por que alguém que se formou na faculdade de direito não exerce a advocacia?

Na prática, quando um estudante de direito se forma, ele não pode, diretamente, fazer a advocacia.

Nesse caso, eles têm menos experiência em comparação aos advogados que já estão inseridos no mercado de trabalho.
E no Brasil, se os advogados graduados em direito desejam exercer a profissão de maneira plena, precisam passar no Exame da OAB.

Ainda assim, será possível desempenhar as responsabilidades de advogado na tarefa de assessoria jurídica de seus clientes. Mas, não poderá representá-los em um tribunal.

Como resultado, um formado em direito sem certificação de advocacia no órgão responsável terá baixos encargos e compensações para um advogado.

Principais características da advocacia

Um advogado pronto para exercer a advocacia, é uma pessoa qualificada, que pode representar pessoas ou instituições em tribunal.

Depois de passar no exame da OAB e se inscrever em um conselho estadual da ordem, a pessoa pode se referir como defensor e poderá representar clientes no tribunal.

Eles são considerados mais experientes do que aqueles que não chegaram a exercer a profissão. Pelo fato do tempo de serviço e dos muitos domínios e conhecimentos jurídicos.

Os advogados experientes cobram com razão mais do que aqueles que acabaram de se graduar por seus serviços, por serem mais qualificados para representar seus clientes em uma variedade de questões jurídicas.

Qual a principal diferença entre um advogado que exerce (ou não) a advocacia?

Um advogado que não fez o exame da ordem poderá trabalhar em escritórios de advocacia, redigir contratos e se reunir com clientes.

Enquanto que, aqueles que possuem habilidades e autorização para exercerem advocacia são os que podem representar um cliente na frente de um juiz.

Quando alguém possui um problema jurídico, aquele com capacidade e autorização para advogar é buscado.
É recomendado que ele tenha um bom conhecimento prático da questão jurídica abordada naquele momento.

Quem faz advocacia é superior a um recém formado, ou a um advogado sem o exame da OAB?

À primeira vista, aquele que tem conhecimentos jurídicos e pode ser advogado de alguém está um passo à frente. Juntamente com a capacidade, são acarretados uma série de deveres e possibilidades.

Os deveres de um advogado com advocacia são:

  1. Representar um cliente no tribunal
  2. Falar em nome de um cliente
  3. Dar aconselhamento jurídico

Mesmo assim, as funções e deveres podem mudar, dependendo do tipo de advogado.

Como os advogados podem exercer a advocacia?

Obviamente, um diploma de bacharel em direito é a primeira etapa. Depois o candidato deve realizar o teste conhecido como Exame de Ordem Unificado, feito pela Ordem dos Advogados do Brasil.

Os bacharéis em Direito no Brasil se submetem à prova de modo que possam demonstrar as habilidades e práticas necessárias para o exercício da advocacia.

A faculdade de direito não se restringe à atuar nos tribunais

diferença entre direito e advocacia. Foto de Sora Shimazaki no Pexels

Foto de Sora Shimazaki no Pexels.

Ao contrário do que a maioria pensa, existe uma série de opções onde um advogado recém-formado pode atuar, sem precisar estar diante de um juiz, por exemplo.

Então, veja três alternativas para o advogado escolher sua área de atuação.

Escrivão de polícia

Esse profissional tem função de grande importância, pois depende dele o bom funcionamento geral de uma delegacia.

Os escrivães podem trabalhar nos meios municipais, estaduais e federal. Eles monitoram inquéritos e processos encaminhados à delegacia em questão.

Normalmente, é necessário ter diploma em direito para conseguir ser escrivão, mas não é a regra em todos os estados do País. A forma de ingresso é através de concurso público.

Juiz

Sem dúvidas, essa é uma das carreiras mais cobiçadas por quem faz direito, talvez seja pela boa remuneração, no entanto as responsabilidades da profissão são grandes.

A magistratura envolve realizar julgamentos judiciais, buscar sempre a melhor solução para os problemas de maneira ágil.

O juiz é aquele que verifica se algo saiu da conformidade com a lei nos âmbitos civil, criminal e federal. Esses profissionais são concursados, sendo exigido no mínimo três anos de atuação jurídica.

Carreira acadêmica

Como todas as graduações, o Direito, permite que os alunos possam se especializar para atuar na área acadêmica.

Onde serão ministradas aulas de diferentes disciplinas para o ensino superior. É possível atuar em instituições públicas ou privadas.

Para que um profissional exerça essa atividade é recomendado que ele faça um mestrado, doutorado ou especialização.

Antes mesmo do término da faculdade é possível iniciar sua carreira acadêmica com artigos científicos e atividades de monitoria.

É recomendado que o profissional tenha facilidade em transmitir conteúdo e um diferencial seria uma boa oratória.

Você conseguiu entender a diferença entre exercer a advocacia e apenas ter o bacharel de direito? Caso tenha alguma dúvida, diga nos comentários.

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