Quais carreiras em Agronomia têm falta de profissionais?

Felipe Cortinas
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A princípio, sabemos que existe carência de profissionais nas carreiras da Agronomia. Mas afinal, o que faz um agrônomo? Porque existe essa carência? De maneira geral, quando pensamos em Agronomia, associa-se basicamente ao campo. Mas, o agrônomo se estende a muitos aspectos da modernidade.

Existem áreas diferentes na Agronomia onde um graduado pode atuar. Entretanto, dentro de certos setores, ocorre a carência de profissionais, o que pode causar uma maior demanda em atividades específicas do agrônomo.

Não por acaso, o Brasil é um país com muitas oportunidades para um Engenheiro-agrônomo qualificado. Um bom exemplo disso, é a quantidade de campos e fazendas que fazem parte de nosso território, pois grande parte da economia nacional é baseada em lavouras e agropecuária.

É possível encontrar as aplicações mais diversas para os conhecimentos em Agronomia. Por isso, diante da carência de profissionais, criamos esse artigo para você poder conhecer e talvez, identificar-se com essa profissão tão interessante e relevante no cenário nacional.

Produtores (campo e fazenda)

Um agrônomo formado, pode cuidar de diversas áreas do agronegócio. Desde a lavoura até a distribuição e armazenamento dos produtos de origem rural.

Porém, a área que se encontra em alta, é relacionada a indústria alimentícia. Cargos como, analista de mercado ou  de logística agroindustrial, tanto ao nível treinee quanto estágio, estão em crescimento no ano de 2021, segundo o site Vagas.com.br.

Indústria do açúcar e álcool (usinas)

Atualmente, os engenheiros agrônomos que possuem uma carreira especializada para o agronegócio tem uma grande oportunidade de trabalhar com os setores relacionados com a produção e distribuição de etanol.

O etanol no Brasil é feito a partir da cana-de-açúcar. Segundo o terceiro levantamento da safra de cana-de-açúcar 2019/2020, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revela um aumento de 4,9% na produtividade dos canaviais brasileiros, em comparação à safra anterior. Nesta colheita, a área plantada diminuiu 1,35%, alcançando 8,5 milhões de hectares.

Ademais, existe densa demanda externa diante da produção brasileira. Estes produtos são almejados por diversos países, interferindo assim, nas relações diplomáticas e dinâmicas econômicas.

Importante, né?

Indústria de fertilizantes: há uma carreira?

A indústria de produção de fertilizantes, é uma área em ascensão. Muitas vagas podem ser ligadas ao setor comercial de vendas e se concentram por todo o país.

Devido aos conhecimentos adquiridos na formação, o agrônomo é o mais qualificado para trabalhar com esses produtos. São muitos os cargos de engenheiros agrônomos voltados para empresas que desenvolvem fertilizantes, e atualmente existe uma grande procura por profissionais capacitados.

Ainda, diante da carência de mão-de-obra especializada, muitos cargos importantes tornam-se disponíveis. Diante deste contexto, mencionamos em especial, os cargos de Executivo de Vendas e Gerente Comercial.

Indústria e produção de defensivos na Agronomia

Os defensivos agrícolas são utilizados em plantas para controle de pragas. No agronegócio, a presença de fungos, bactérias e demais organismos, são praticamente obrigatórios. Não há como fugir, faz parte da dinâmica produtiva no campo.

Mas, a presença destes, é nociva ao produto. Dessa forma, a produção dos conhecidos agrotóxicos, são essenciais e há uma regulamentação bastante rígida diante do uso. A aplicação influencia a economia na totalidade, considerando que vagas relacionadas ao gerenciamento e manuseio destes produtos aparecem com regularidade.

No mercado, o profissional atua desde analista júnior a engenheiro-agrônomo. Por fim, percebe-se que a demanda produtiva coloca essas carreiras em alta, funcionando até em regime home office.

A Empresa brasileira de Agropecuária (Embrapa), sendo vinculada ao Ministério da Agricultura, fornece empregos na área de pesquisa para aqueles formados em Agronomia que pretendem seguir a carreira acadêmica. A seleção na Embrapa acontece através de processos seletivos conforme o artigo 37 da Constituição Federal do Brasil. Os concursos públicos da instituição têm validade de dois anos conforme a necessidade da empresa, que atualmente tem mais de 3700 profissionais relacionados à Pesquisa e Desenvolvimento.

Traders de Commodities

Uma boa e moderna alternativa moderna para quem é formado em Agronomia é trabalhar como trader de commodities. E isso é funcional, pois, é possível obter lucros com suas variações de preços.

Pelo fato dos engenheiros agrônomos possuírem um extenso conhecimento do setor, seus serviços são muito requisitados no setor financeiro da indústria. As principais vagas relacionadas para o segmento são as de traders de commodities agrícolas, como grãos e outros produtos.

Ainda, possuir conhecimentos em outros idiomas como o inglês, por exemplo, é essencial para conseguir uma vaga de trader junior e ter relações comerciais com outros países.

Áreas da Agronomia pouco exploradas

Normalmente, as profissões relacionadas com a atividade de gerenciamento rural são as mais comuns quando o assunto é o mercado de trabalho para um agrônomo. Por outro lado, quando pensamos nas áreas pouco exploradas, o melhoramento genético de produtos com origem animal e vegetal é uma boa opção.

Estes melhoramentos ajudam na produção e são essenciais para a aplicação da ciência na rotina de produção agropecuária. E, além disso, relacionam-se de forma direta com os avanços tecnológicos.

Desde já, é preciso saber que o número de matrículas no curso de Agronomia crescem com o passar do tempo. Fato esse, que estendeu a área para profissionais que querem seguir na área educacional e cultural. Hoje, há oportunidades de trabalho para professores, que atuam lecionando em cursos e universidades.

Segundo a Associação Brasileira de Estágios, a Abres, a Agronomia está entre as carreiras que faltam mais candidatos para preencher a demanda das empresas. Além disso, os futuros agrônomos possuem em média uma remuneração inicial de R $1.841,97, de acordo com dados da instituição. Sendo um dos cursos mais bem pagos para aqueles que acabaram de iniciar a carreira.

Carreiras mais promissoras da Agronomia

Constantemente, quando falamos das áreas mais promissoras para os engenheiros agrônomos, o ramo da tecnologia é bastante citado. Cargos relacionados à transferência de tecnologia para a Agronomia, compras e vendas de commodities no mercado (inter)nacional, além de realizar operações na bolsa de valores, transformaram a dinâmica dessas transações em outros cargos.

Outras áreas de vendas, consultoria e pesquisa agropecuária seguem propulsoras de disponibilidade de vagas. Esse contexto engloba não só o Brasil, como também outros países como os Estados Unidos e a China. Podemos dizer que, com o avanço tecnológico das lavouras e agropecuárias, será possível visualizar o crescimento de agentes que trazem e aplicam as novas tecnologias inteligentes em todas as etapas do processo de produção do Agronegócio.

Assim, percebe-se que há possibilidades em todas as vertentes da Agronomia. Desde a produção, gerenciamento, vendas, transações e até na formação acadêmica!

Carreiras da Agronomia mais bem pagas

É importante ressaltar que segundo o site Vagas.com.br, o agrônomo recém-formado acaba ganhando em média R$3.113,00 de salário mensal. Neste contexto, a maioria dos profissionais trabalha com os produtores rurais, principalmente de grãos, além da venda de insumos e agrotóxicos.

Em contrapartida, uma das áreas mais bem remuneradas é a do setor de biocombustíveis.  Esta, representa uma relevante influência na economia brasileira. O agrônomo no que lhe concerne, pode atuar em todas as partes do processo de produção do biocombustível, desde o plantio na lavoura até as relações de exportação, por exemplo. O salário médio de um agrônomo que trabalha com biocombustíveis, com nível pleno, recebe uma remuneração de em média, R$4.126.

Por fim, pode-se perceber que para além de todas as possibilidades mencionadas, ainda se ressalta o agrônomo concursado. Este, possui uma das remunerações mais altas da categoria, com uma média de R$7.673,67 em uma jornada de 38 horas semanais. Além disso, o teto de um formado em Agronomia pode chegar ao valor de R$14.265,57.  Sendo assim, é importante lembrar que, tudo depende do tamanho da empresa e nível profissional do Engenheiro-agrônomo inserido. Então, quanto mais especializações e capacidades novas o indivíduo tiver, maiores são as chances de conseguir ser bem pago pelos serviços prestados.

E você? Ficou interessado(a) em ocupar esses espaços que estão em carência nas carreiras que envolvem a Agronomia?

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