Carreiras da Medicina com carência de profissionais

Felipe Bueno
Colaborador do Hora Da Facul
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Crédito: RODNAE Productions de Pexels

Atualmente, muitos fatores interferem no cenário da disponibilidade de médicos. Confira aqui as carreiras da Medicina que mais precisam de profissionais e as particularidades de algumas delas.

Já que todas as especialidades médicas são importantes, cada aluno também pode ter um pendor para certo ramo. Mas para quem está pensando sobre todas as possibilidades da especialização, é importante entender desde já sobre o déficit de profissionais no segmento da saúde.

Dessa forma, vamos abordar dois aspectos fundamentais que desenham esse tipo de carência profissional. Aspectos demográficos, que “sobrecarregaram” algumas áreas, e também demandas que surgiram por conta de variáveis culturais.

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É hora de abrir a mente sobre as carreiras da Medicina

A formação médica faz parte do imaginário coletivo e do desenvolvimento lúdico das crianças. Assim, já existe há muito tempo um tipo de influência na cultura que envolve o profissional médico e seu modo de atuar.

Muito do percurso educacional nas escolas pode não integrar todas as possibilidades de pesquisa vocacional. E a área médica não escapa a esse fenômeno. Isso quer dizer que muitos estudantes não conhecem ou não se interessaram ainda pela busca por todas essas oportunidades.

Estar atento às demandas da Medicina pode não só abrir a mente sobre novas formas de atuação, mas também encontrar oportunidades importantes para edificar uma grande carreira! Em outras palavras: é possível se descobrir mais como profissional no ato de pesquisar e se abrir a novas ideias.

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Áreas de atuação e especialidades:

Para se ter uma noção, segundo resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina), existem 55 especialidades médicas. Além disso, outras 59 áreas de atuação compõem a estrutura do exercício legal da Medicina no Brasil.

Essa informação, validada pela lista de especialidades e áreas, já nos coloca em um campo realmente repleto de viabilidades.

Vamos te dar um exemplo para ficar mais claro

Existe uma área de atuação chamada “Medicina do sono”. Nesse contexto, podem atuar “otorrinos”, “pneumos”, psiquiatras, neurologistas e pediatras. Assim, valendo-se dessa gama de atuações dentro de cada área, é possível que o estudante de Medicina vislumbre sua carreira a partir de uma área de atuação.

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Demografia da residência médica no Brasil:

O CFM desenvolve um censo a respeito de todas as variáveis que envolvem a prática da Medicina no Brasil. Dessa forma, fica seguro e claro identificar certos pontos críticos e também oportunidades. Ou seja, as carreiras da Medicina com carência de profissionais podem ser exatamente um ponto crucial para você que busca uma especialização e área de atuação.

Conforme a publicação Demografia Médica no Brasil, o número de médicos dobrou desde os anos 90. E mais, apesar de os homens terem uma ligeira maioria no contingente profissional, ano após ano se observa uma feminização. Esse dado aponta que em breve teremos mais médicas do que médicos por aqui.

Sobre a distribuição dos médicos no nosso país:

A oferta de médicos está relacionada com algumas sobrecargas em algumas áreas. Mas também envolve as carências de profissionais em determinadas regiões. Ainda segundo a publicação do CFM, a região Sudeste é a que tem maior concentração de médicos por habitante. Já norte e nordeste possuem a menor concentração. Essa disparidade encontrada entre as regiões também se reflete na comparação das capitais com o interior. Ou seja, existem mais médicos nos grandes centros urbanos e, portanto, mais carência destes, no interior do país.

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Com esse dado, é possível avaliar uma carreira que foca não apenas a especialidade ou a área de atuação, mas também a localidade do exercício da profissão. Afinal, existe uma questão humanitária que baseia a profissão médica.

Médicos e a escolha da especialização:

Além das carências regionais, nós podemos identificar especialidades médicas “sobrecarregadas” de profissionais. Isso porque são as residências mais escolhidas pelos recém-formados em Medicina.

Das 5 primeiras, temos Pediatria, Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e Anestesiologia. Só em relação à área pediátrica, por exemplo, 12,3% dos recém-formados têm essa especialidade como primeira opção. Por outro lado, somente 0,1% optam pela Medicina Física e Reabilitação e frequentemente essas escolhas estão ligadas também com a percepção da remuneração no mercado de trabalho.

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Você pode conferir aqui um artigo que aponta as carreiras da Medicina mais bem pagas.

Ainda segundo o estudo promovido pelo CFM, essas preferências dos recém-formados equiparam-se com a distribuição de títulos médicos. Isso corrobora que a pesquisa realizada realmente reflete o que se passa no mercado de trabalho.

Top 10 carreiras da Medicina com maior carência de profissionais médicos:

Como vimos, alguns fatores apontam que a preferência dentro da regionalidade produz um cenário de déficit. Porém, fatores culturais, como, por exemplo, o reconhecimento profissional, também criam certa carência de médicos.

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Confira nessa lista as 10 carreiras que possuem menos especialistas:

  • Genética Médica;
  • Radioterapia;
  • Cirurgia da Mão;
  • Medicina Legal e Perícia Médica;
  • Medicina Esportiva;
  • Medicina Física e Reabilitação;
  • Medicina Nuclear;
  • Cirurgia Torácica;
  • Cirurgia de Cabeça e Pescoço;
  • Cirurgia Oncológica.

Oportunidades em novas e antigas demandas da Medicina:

A princípio, se você pensa em entrar para a esfera da cirurgia, considere a Oncológica. Conforme o Inca (Instituto Nacional do Câncer), foram projetados mais de 600 mil casos de câncer no Brasil em 2020. Esse tipo de doença é uma antiga demanda da área médica pelo volume de incidência na população. Assim sendo, afeta diretamente o mercado de trabalho e a busca por profissionais qualificados.

A Medicina Física e Reabilitação está muito ligada com o envelhecimento. Com cada vez mais idosos no estrato da população, esse público necessita de tratamentos específicos e seus profissionais. Outros fatores, como doenças sistêmicas, pandêmicas atuais ou vasculares que causam sequelas também se colocam nesse campo de demanda para tratamento.

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A genética como especialidade

As novas descobertas da ciência já indicam que o estudo genético deve ser um dos grandes eixos da Medicina no futuro. E desde que ela também está integrada com outras especialidades nos tratamentos e diagnósticos, é um ramo importante do ponto de vista da carreira. A Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica informa que o médico geneticista está apto a atuar nas seguintes áreas:

  • Esterilidade e Infertilidade masculina e feminina;
  • Fertilização assistida;
  • Diagnóstico pré-implantacional;
  • Diagnóstico pré-natal;
  • Triagem neonatal;
  • Defeitos congênitos;
  • Problemas neurológicos como atraso de desenvolvimento, hipotonia, involução de desenvolvimento, entre outros;
  • Déficit intelectual;
  • Doenças neurodegenerativas da idade adulta;
  • Câncer.

Diferenciais em um curso para garantir uma boa residência médica

O ingresso na residência médica pode até ser considerado uma nova graduação. Isso acontece porque os processos seletivos e a própria dinâmica da especialização são bastante exigentes. Não poderia ser diferente, já que estamos tratando de uma carreira que vai cuidar diretamente das pessoas.

Por fim, é preciso escolher universidades reconhecidamente comprometidas com a transmissão do ensino. E que também possuam estrutura, convênios e parcerias que vão colocar o aluno em prática com a atuação médica supervisionada quanto antes. É muito importante estar no ambiente para entender melhor as áreas e as especialidades, certo?

A Pitágoras, a Unic, a Uniderp e a Unime são exemplos desse tipo de instituição de ensino. Além disso, seus cursos de Medicina estão situados fora da região Sudeste, que é a que concentra a maior relação de médicos por habitante, como vimos anteriormente.

A nossa dica é: abra a sua mente, busque novos lugares e construa a sua carreira médica de sucesso!

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