Quais áreas da Fisioterapia têm falta de profissionais?

Ana Cláudia Andrade Oliveira
Formada em Letras, Pedagogia, especialista em Neurociências e em produção de conteúdo Web.
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Crédito: Foto de Karolina Grabowska no Pexels.

O curso superior de Fisioterapia é disputado no Brasil, tendo concorrência acirrada nos vestibulares. Ainda assim é uma carreira que vale a pena apostar nos dias atuais, quer saber o motivo? O mercado está carente e buscando esses profissionais da saúde. Assim, ser fisioterapeuta pode ser a escolha certa para você.

De certo modo, durante esse período de pandemia, a demanda por profissionais da área da saúde cresceu exponencialmente. Simultaneamente, a necessidade de terapia física e respiratória foram as que mais se puseram em evidência.

Conforme a revista Exame, a procura específica por fisioterapeutas teve um aumento de até 725%. A falta de profissionais  se mostrou – tanto para a área de fisioterapia hospitalar quanto para a fisioterapia respiratória – um grande problema.

Primeiramente, de forma breve, o profissional qualificado em fisioterapia é aquele que é responsável por tratamentos de forma intermediada por equipamentos, ou puramente manual. Com métodos terapêuticos, busca a retomada de movimentos físicos de um indivíduo lesionado no geral. Saiba mais.

O mercado em busca de fisioterapeutas

A realidade não mente: os empregos estão escassos, o índice de desemprego segue altíssimo. Todo mundo conhece alguém que perdeu o trabalho durante o período de isolamento social. Então, como que – em contrapartida – essa área está se mostrando em tanta evidência?

À primeira vista, a necessidade de profissionais da área da fisioterapia parece uma demanda do agora imediato. Mas, pelo contrário, a necessidade no pós covid será gigante.

Para aqueles que de alguma forma já se identificavam com a área da Fisioterapia, ou já estão inseridos nessa, este é um momento extremamente oportuno e promissor para se inserir de vez na carreira. 

O que é fisioterapia e como ela é exercida?

Em termos objetivos, a fisioterapia é dada como uma ciência da área da saúde. Tem como objetivo a recuperação e tratamento de lesões no físico de um indivíduo. Simultaneamente atua também na prevenção destas, além de se propor a garantir o desenvolvimento pleno dos nossos corpos. Tudo por meio terapêutico, seja com o intermédio de equipamentos específicos, ou puramente manual.

Dessa forma, o profissional da terapia física tem como responsabilidade o diagnóstico, a prevenção e o tratamento de disfunções relacionadas ao movimento do paciente. Na vida diária desse profissional, aparecem diferentes demandas as quais ele deve lidar. Cada paciente com um quadro diferente.

Então se você busca por dinamismo e uma realidade que não seja monótona, talvez esse curso seja a sua cara.

Para adentrar no âmbito do que é específico, temos como direção a definição do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), que determina como uma Ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da Biologia, das ciências morfológicas. Fisiológicas, patológicas, bioquímicas, biofísicas, biomecânicas, cinesioterápicas, além das disciplinas sociais e comportamentais”.

Áreas com falta de profissionais

Tendo em vista a demanda apresentada por parte do mercado, determinadas áreas da Fisioterapia estão se tornando cada vez mais necessárias. Fique por dentro de algumas das especialidades que carecem de profissionais na Fisioterapia:

Fisioterapia hospitalar

A procura pelo profissional fisioterapeuta com especialidade hospitalar foi justamente a que cresceu 725% em relação a 2019. Nesta especialidade, o agente da saúde é responsável pelo tratamento e prevenção de possíveis lesões dentro do âmbito hospitalar. Como por exemplo em situações de pós-operatório, visando evitar possíveis complicações após cirurgias de diferentes tipos.

Fisioterapia respiratória

Por conta da pandemia da COVID-19, essa especialidade se tornou extremamente vital. As sequelas apresentadas por aqueles que vieram a contrair o vírus já são conhecidas a essa altura. O coronavírus afeta primordialmente o sistema respiratório, causando dificuldades para respirar, fadiga extrema. Bem como lesões causadas pelo entubamento de pacientes em casos mais graves. Assim, por ser a área que visa a prevenção e o tratamento de lesões e sintomas que atingem o sistema respiratório, a demanda por especialistas da fisioterapia respiratória cresceu exponencialmente.

Fisioterapia esportiva

Especialidade conhecida e requisitada, a fisioterapia esportiva é aquela onde o profissional se insere nos esportes. Tratando de lesões causadas pela prática, e desenvolvendo prevenções para a melhor otimização física.

Ainda mais, se você gosta de jogos online, temos uma boa notícia: cada vez mais os times profissionais de jogos online estão buscando fisioterapeutas para serem responsáveis pela saúde física da equipe.

Isso se dá principalmente pelo fantasma do LER (Lesão de Esforço Repetitivo) que assombra os jogadores que comumente passam horas à fio na frente de computadores e consoles.

A graduação em Fisioterapia

À primeira vista, a graduação dura em média quatro anos, sendo ofertada por faculdades públicas e privadas. Em síntese, existem vagas disponíveis por intermédio do SISU, Fies, PROUNI. Além de bolsas ofertadas para casos específicos em instituições particulares. 

Existem mais de 500 opções de faculdades que dispõem deste curso espalhadas pelo Brasil. De acordo com a lista geral do Ranking Universitário da Folha, o melhor curso ofertado é na Universidade de São Paulo (USP). 

O que é necessário para ser um fisioterapeuta?

Antecipadamente, para poder exercer carreira na fisioterapia, o profissional precisa de um diploma de bacharel no curso de Fisioterapia. Claro, devidamente reconhecido pelo MEC. Além de registrado efetivamente no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO) de sua região. O registro se fez necessário desde 1969, pelo decreto-lei nº 938/69, que também garante os direitos do especialista da área.

Simultaneamente, o COFFITO determina que um especialista qualificado deve levar consigo um conjunto específico de competências. 

  • Atenção à saúde: prezar pela máxima da saúde, atuando de forma a promover e manter a saúde. Dentro de seu nicho, é claro. 
  • Tomada de decisões: com parâmetro científico, o fisioterapeuta deve ter a qualificação para tomar decisões que visam a otimização dentro da sua atuação.
  • Comunicação: ter domínio da comunicação efetiva, sendo acessível e capacitado para o cumprimento do sigilo médico.
  • Liderança: ser capaz de agir como líder e tomar posições onde é necessário uma postura de tomada de decisões ímpar, tendo em vista o bem maior.
  • Administração e gerenciamento: é necessário que o profissional tenha em vista o funcionamento pleno na área da saúde, tendo habilidades de gerenciamento e organização.
  • Educação permanente: basicamente dar continuidade e valor à aprendizagem, tendo em mente que é uma qualificação que constantemente evolui e sofre modificações.

Quanto ganha o fisioterapeuta?

A princípio, a média salarial está em torno de R$ 2.870,36, podendo variar dependendo do local de trabalho e da formação específica do graduado na área.

De acordo com a pesquisa salarial realizada pela Catho e disponibilizada pelo Guia da Carreira, a média salarial de cada especialidade dentro do âmbito da Fisioterapia vem a ser:

  • Estagiário de fisioterapia: R$ 657
  • Fisioterapeuta: R$ 2.188
  • Fisioterapeuta dermato funcional: R$ 2.107
  • Fisioterapeuta do trabalho: R$ 2.609
  • Fisioterapeuta esportivo: R$ 1.773
  • Fisioterapeuta home care: R$ 1.848
  • Fisioterapeuta neurofuncional: R$ 1.343
  • Fisioterapeuta respiratório: R$ 2.335
  • Fisioterapeuta RPG: R$ 1.101

Enfim, se gostou de conhecer algumas áreas com carência de profissionais? Continue lendo e Descubra as principais áreas de atuação em Fisioterapia. 

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