Quanto ganha um enfermeiro forense?

pamzottis
Colaborador do Hora Da Facul
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Crédito: Vidal Balielo Jr/Pexels

Você já ouviu falar em enfermagem forense? Se você deseja trabalhar como perito criminal, por exemplo, sugiro que leia esse post, pois nele vamos te mostrar o que você pode esperar dessa área relativamente nova, mas com grande potencial de expansão. E, claro, responderemos uma pergunta muito recorrente quando falamos de profissões: quanto ganha um enfermeiro forense?

É uma área de atuação que teve início nos Estados Unidos, na década de 1990, e traz uma atenção qualificada que liga as ciências forenses e a área de Saúde. No Brasil, esse curso de especialização foi reconhecido em 2011 pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

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Quanto ganha um enfermeiro forense?

Essa resposta depende muito do local onde você quer trabalhar. Em seguida, veremos que existem várias possibilidades dentro desse mercado. Se for trabalhar na Polícia Técnica ou Científica, um enfermeiro perito criminal pode ganhar muito bem. Assim como nos Institutos Médicos Legais em todo país.

Há também chances de um enfermeiro trabalhar em órgãos federais, como a Polícia Federal ou a Polícia Rodoviária Federal. Mas para entrar nessa carreira pública, o enfermeiro precisa participar de concursos que acontecem no Brasil.

Como existem carências destes profissionais no Brasil, os salários começam em R$ 9 mil e podem chegar a R$17 mil. Com isso, você já sabe quanto ganha um enfermeiro forense.

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Quais são os valores que norteiam a enfermagem forense?

Em países onde a Enfermagem Forense é exercida, o campo de atuação é amplo. O profissional pode atuar em ambiente intra e pré hospitalar, unidade carcerária, hospitais psiquiátricos, maus tratos, violência doméstica, abuso sexual, entre outros. Desse modo, os valores e princípios que norteiam a sua atuação para com essas vitimas e a sociedade, segundo a Associação Brasileira de Enfermagem Forense são:

  • Ética
  • Respeito à Autonomia
  • Respeito às Singularidades
  • Compromisso com o Cuidar
  • Atuação Interdisciplinar
  • Competência Profissional
  • Responsabilidade nas Ações
  • Dedicação
  • Aprendizagem Constante

O que faz um enfermeiro forense?

De acordo com o Cofen, um enfermeiro forense é responsável por prestar assistência especializada a vítimas dos mais variados tipos de violência e também aos agressores. Os profissionais devem estar preparados para lidar com traumas físicos, psicológicos e sociais de cada caso.

Além disso, devem dominar o conhecimento sobre os sistemas legais, recolher provas, prestar depoimentos em tribunais, pois funcionam como ponte entre a Legislação e as Ciências da Saúde.

Se a sua ideia é se tornar um enfermeiro forense, quem sabe você poderá atuar em algumas áreas onde se faz necessária a presença deste profissional:

  • Enfermagem correcional: presta cuidados de saúde a indivíduos retidos em unidades correcionais. Ou seja, atende quem está na prisão, em instalações para jovens infratores e em outras instituições correcionais.
  • Clínica forense: pode atuar como professor, pesquisador, consultor ou administrador em diferentes contextos forenses. Além disso, pode trabalhar em salas de emergência, programas de exame de agressão sexual, unidades de tratamento forense psiquiátrico ou equipes de investigação de morte.
  • Gerontologia forense: ajuda a investigar casos envolvendo abuso, negligência ou exploração de pessoas idosas.  Podem atuar ainda no atendimento de idosos em hospitais, casas de repouso e outras instalações dedicadas a cuidar dos idosos.
  • Enfermeiros-legistas: avaliam as circunstâncias que envolvem uma morte inesperada ou violenta. Podem atuar em institutos médico leais, auxiliam nas autópsias a fim de determinar a causa exata da morte.
  • Casos de agressões sexuais: avaliam as lesões sofridas por uma vítima; localizam, coletam e acondicionam provas forenses relevantes ao crime.

O que fazer para ser um enfermeiro forense?

Para se tornar um enfermeiro forense, é necessário que o bacharel em Enfermagem tenha título de especialização, mestrado ou doutorado em Enfermagem Forense, emitido por Instituição de Ensino Superior reconhecida pelo MEC.

Segundo a IAFN – International Assossiation of Forensic Nursing (Associação Internacional de Enfermeiros
Forenses), o enfermeiro examinador de vítimas de estupro precisa de pelo menos dois anos de experiência na prática
assistencial, em qualquer especialidade, além de 40 horas de treinamento técnico de coleta de evidências, fotos forenses, revisão de leis locais, revisão de literatura.

A perícia de adultos também inclui a prática supervisionada em mulheres voluntárias e a execução de dez exames ginecológicos supervisionados por um instrutor qualificado durante o treinamento. No caso de peritos em crianças, é necessário um extenso conhecimento da anatomia, fisiologia e desenvolvimento psicológico da criança e pré-puberdade.

No caso de investigação clínica da morte, o curso também é de 40 horas e inclui auxílio de autópsias e um vasto conhecimento da anatomia e fisiologia humana e patologias. Além disso, aborda aulas de balística, identificação de feridas por arma de fogo e arma branca, cortes, lacerações, hematomas, entre outros. Também são oferecidas aulas de entomologia forense, odontologia forense, antropologia forense, análise de DNA.

Como está o mercado na área de enfermagem forense no Brasil?

A Enfermagem Forense foi reconhecida pelo Cofen como especialidade em 2011. Desde então vem sendo debatida a atuação e papel do enfermeiro forense, mas foi no ano de 2017, que foram regulamentadas as áreas de atuação desse profissional.

A Sociedade Brasileira de Enfermagem Forense (Sobef) salienta que muitos enfermeiros há anos já desempenham o papel de enfermeiro forense, mas no nosso país essa atuação não era considerada especialidade.

E aí? Se identificou com a enfermagem forense?

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