Quanto ganha um Neuropsicólogo?

Luana Ribeiro
Jornalista, produtora de conteúdo, roteirista e podcaster. Especialista em marketing digital e mídias sociais.

Crédito: Fonte: Pexels Cottonbro

A princípio, para saber quanto ganha um Neuropsicólogo, devemos saber o que esse profissional faz. Certo?

O neuropsicólogo é um profissional da Psicologia e sua especialidade é compreender, não só como o cérebro trabalha, mas também qual é a sua influência nas nossas funções cognitivas, por exemplo: capacidade de concentração, memória, comportamento, capacidade de se relacionar, entre outros.

Assim, o seu objetivo é avaliar, investigar para definir qual tipo de tratamento deve ser aplicado em cada paciente. Sendo algo complexo e absolutamente individualizado. 

Ademais, a Neuropsicologia investiga aspectos relacionados ao âmbito neurológicos, como falta de atenção, perda de memória, comportamentos incomuns na rotina, dificuldade em raciocinar e controle das emoções.

Por fim, além de ser responsável pelos diagnósticos, essa especialidade é fundamental na descoberta de doenças. Foram neuropsicólogos que descobriram o mal de Parkinson e o Alzheimer.

Interessante, não é mesmo?

Como faço para me tornar um Neuropsicólogo?

Sobretudo, para tornar-se um profissional da Neuropsicologia, você precisa primeiro fazer uma graduação de Psicologia que dura em torno de cinco anos, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).

Após a conclusão do curso, deve-se realizar uma pós-graduação em Neuropsicologia. Este curso dura em torno de oito meses e é voltado para profissionais da Psicologia, Pedagogia ou Medicina que desejam auxiliar nas pesquisas e no diagnósticos de doenças relacionadas a problemas cognitivos.

Do mesmo modo, o profissional que tiver mais de cinco anos de experiência comprovada ou ter sido aprovado em concurso público e ter registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP) de no mínimo dois anos, pode atuar como Neuropsicólogo, segundo o Conselho Federal de Psicologia.

O que estuda o Neuropsicólogo?

O profissional da neuropsicologia pode avaliar pacientes com problemas cognitivos através de avaliações neurológicas que identificam problemas sensoriais, motoras e emocionais.

Este curso é voltado para profissionais da área da saúde, educação e psicologia. O profissional atua na Medicina, na Psicologia e na Terapia Ocupacional. O objetivo é ajudar a interpretar o comportamento do paciente através de análises clínicas, exercícios e medicamentos. 

Portanto, a grade curricular da especialização possui disciplinas voltadas para praxia e memória, psicofarmacologia, neuroanatomia, funções executivas, casos clínicos e avaliação.

Onde atua Neuropsicólogo?

A área de atuação de um Neuropsicólogo é em consultórios, clínicas médicas psiquiátricas especializadas e hospitais. Mas, com o avanço da tecnologia e com a intervenção da covid-19 no mundo, muitos profissionais estão atendendo de forma remota. Assim, o paciente pode continuar as sessões sem se preocupar em ir até o consultório.

Nesse sentido, o profissional é responsável por investigar doenças associadas a problemas cognitivos de disfunções cerebrais, além de estudar o comportamento, desempenho e as habilidades do paciente.

Quanto ganha um Neuropsicólogo?

Segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o Neuropsicólogo tem uma carga horária de 32h semanais. E, este profissional recebe um salário médio bruto de R$3.404,18. Tendo um teto salarial de R$6.184,30, para profissionais que trabalham em regime CLT no Brasil, segundo site salario.com.br.

Conforme o site salário.com, no país, o estado de São Paulo é a cidade com mais incidência de vagas para neuropsicólogo. Mas, o estado que paga melhor é Santa Catarina com um piso salarial de R$4.247,09 e um teto de R$7.032,34.

Por fim, esses dados são baseados nos dados oficiais do Novo CAGED, eSocial e Empregador Web de acordo com a pesquisa do site salario.com.

Média salarial de empresas de pequeno, médio e grande porte

Assim como outras profissões, o nível de experiência profissional também influencia o salário do neuropsicólogo. Dessa forma, o site salario.com fez analisou a remuneração pelo nível de experiência da seguinte maneira:

  • Neuropsicólogo Júnior: até 4 anos;
  • Neuropsicólogo Pleno: de 4 a 6 anos;
  • Neuropsicólogo Sênior: acima de 6 anos na empresa até sua demissão.

Desta maneira, o salário depende do seu tempo de experiência e do porte da empresa onde trabalha. Confira a seguinte análise: 

  • Pequenas empresas pagam, em média: R$3.309,36 (júnior) – R$3.527,74 (pleno) – R$3.906,56 (sênior);
  • Médias empresas pagam, em média: R$3.282,34 (júnior) – R$3.500,73 (pleno) – R$3879,50 (sênior); 
  • Grandes empresas pagam, em média: R$3.331,77 (júnior) – R$3.550,15 (pleno) – R$3.928,97 (sênior).      

Esses dados foram retirados do site salario.com. E, baseiam-se em uma pesquisa no (CAGED), através do nível de experiência.

Especialidades de atuação do Neuropsicólogo

Para além de consultórios e clínicas, o profissional pode atuar na neuropsicologia clínica e na reabilitação, além da acadêmica. Expandindo assim, os campos de trabalho.

Ainda, na neuropsicologia clínica o profissional vai avaliar o estado clínico do paciente e identificar qual tipo de lesão ou transtorno cerebral está ocorrendo. Dessa maneira, o profissional fornecerá o diagnóstico do paciente.

Após descobrir o diagnóstico, outra atuação existente – necessária, é a reabilitação, que está inclusa na especialização em questão. Nela, o profissional tem o objetivo de criar estratégias, atividades e exercícios que vão auxiliar no tratamento de pacientes que apresentam déficit de atenção ou perda das funções cerebrais.

Também, no campo acadêmico, o profissional atua frente as pesquisas, que podem ser em instituições públicas ou privadas. Ademais, a pesquisa inclui técnicas e medicamentos que podem ser capazes de auxiliar a recuperação de paciente.

Quando devo procurar por um Neuropsicólogo?

Primeiro, existem diversos fatores que levam uma pessoa procurar um neuropsicólogo. Por isso, listamos algumas questões comuns: falta de memória, problemas de atenção, dificuldades na realização de tarefas cotidianas, atraso no desenvolvimento e na aprendizagem.

Portanto, ao realizar a avaliação do estado clínico, o profissional irá destinar ao paciente, métodos mais eficazes para a resolução das questões. Assim, o paciente poderá retornar ou criar uma nova dinâmica para a execução de suas atividades.

E, aí? Ajudamos você? Deixe um comentário contando pra gente.

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