Psicologia e tecnologia: qual a relação?

nathmferreira
Colaborador do Hora Da Facul
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Crédito: Foto de Karolina Grabowska no Pexels

A psicologia é uma área recente do conhecimento. Embora muitos estudiosos se dedicassem a estudar a mente humana, a oficialização ocorreu apenas no início do século XX. No Brasil, esse fato foi ainda mais tardio: apenas em 1962 a psicologia se consolidou enquanto ciência. Assim, começaram a surgir também os cursos de graduação e especialização para formar psicólogos. Apesar disso, essa é uma área que vive em constante atualização no que se refere ao uso de novas tecnologias.

Assim, psicologia e tecnologia começam a andar cada vez mais juntas. E o objetivo dessa parceria não é só oferecer um tratamento de qualidade ao paciente. Ao usar a tecnologia, o psicólogo também abre novos campos e áreas de trabalho. Em outras palavras, a tecnologia é uma aliada tanto para os pacientes quanto para os profissionais.

No entanto, é preciso que a tecnologia seja inserida na profissão de forma eficiente e para facilitar processos. Neste artigo, vamos falar mais sobre como integrar da melhor forma a tecnologia ao dia a dia do psicólogo.

 

Como o psicólogo pode utilizar as tecnologias?

A tecnologia deve ser usada, principalmente, para melhorar a performance de psicólogos nos consultórios. Ao atender um paciente com mais eficiência, você garante mais qualidade e pode tornar-se referência na sua área de atuação.

Para começar, vamos trabalhar com um exemplo: chega até o psicólogo um pré-adolescente com dificuldades de interação social. Existem várias formas de tratá-lo pelos métodos tradicionais, mas a tecnologia pode ajudar ao trazer elementos da sua realidade para o atendimento. O uso de óculos de realidade virtual ou mesmo de jogos de vídeo game pode trazer essa aproximação. E, nesse caso, podemos falar também da aproximação na relação médico-paciente. Nessa fase da vida, a confiança torna-se um fator essencial no tratamento.

Agora que você entendeu a ideia geral, vamos nos aprofundar um pouco. Separamos abaixo algumas tecnologias que têm sido tendências em consultórios. Vamos conhecer mais sobre cada uma delas.

 

Estimulação cognitiva

Não faz muito tempo que o diagnóstico de dificuldade cognitivas era difícil de alcançar. Muitas pessoas (principalmente crianças) foram taxadas de preguiçosas ou burras quando apresentavam algum tipo de dificuldade de aprendizado. Atualmente, essas pessoas recebem muito mais suporte, fazendo uso de métodos que estimulam a cognição. Assim, são usados jogos físicos, testes psicológicos ou medicamentos (em casos mais graves e necessários).

A chegada dos equipamentos de monitoramento cognitivo representou uma grande ajuda para os psicólogos. Com eles, é possível acompanhar cada paciente mais de perto e de forma mais específica. Assim, é possível identificar as melhores formas de continuar um tratamento, tornando-o muitas vezes mais rápido e eficiente.

 

Produção de diagnósticos fidedignos

Como dissemos, a dificuldade em diagnosticar corretamente um paciente acompanha todo psicólogo. Uma avaliação psicológica eficiente, ética e respeitosa pode mudar a vida de um paciente. Por isso, é preciso ter bastante cuidado com essa etapa do processo de tratamento psicológico.

Atualmente, a tecnologia ajuda muito a tornar os dados mais precisos e “legíveis” para os psicólogos. Cálculos de testes psicológicos e informação de dados de forma mais fidedigna são alguns dos fatores nos quais a tecnologia é de grande ajuda. Assim, o psicólogo tem dados mais precisos e pode focar melhor em interpretar informações emocionais e cognitivas.

 

Tratamento de fobias

Primeiramente, precisamos destacar que fobia é diferente de medo. A fobia é um medo extremo, que muitas vezes incapacita o paciente e atrapalha seu dia a dia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros sofrem com algum tipo de distúrbio mental, incluindo fobias.

O uso de tecnologias possibilita que o paciente tenha contato mais próximo com seu medo sem se expor diretamente. Aplicativos, óculos de realidade virtual ou outros simuladores, como o EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Meio dos Movimentos Oculares) são algumas das opções.

É importante para o paciente com fobia ter o controle da situação. Reconhecer um ambiente seguro pode ajudar no tratamento. Assim, ele pode sair da simulação quando quiser e terá o apoio do psicólogo para entender seus sentimentos e aflições. O profissional pode também avaliar, presencialmente, reações físicas e psicológicas e interpretá-las de forma mais precisa. Com esse método, é possível tornar o tratamento mais eficiente e menos demorado.

 

Utilização de jogos

Os jogos podem ser usados nos mais variados tipo de tratamento, de fobias à ansiedade e depressão. Além de otimizar o trabalho dos psicólogos, aumentam a autonomia dos pacientes, aproximando as relação médico-paciente.

Cabe destacar que os jogos usados em terapia são diferentes dos jogos convencionais. São desenvolvidos especialmente para os tratamentos psicológicos, em plataformas especializadas para psicólogos e pacientes. Por isso, são fortemente fiscalizados e precisam da aprovação do Conselho Federal de Psicologia para serem utilizados.

 

Atendimento a distância

Já faz algum tempo que o Conselho Federal de Psicologia autoriza os atendimentos psicológicos a distância. É uma forma de acolher pacientes que possuam qualquer dificuldade em relação ao acesso e distâncias. Assim, pessoas de áreas remotas podem ser facilmente atendidas por meio de tecnologias de comunicação remota. Devido a esse alcance quase infinito, todo psicólogo deve investir nessa ampliação dos seus horizontes profissionais.

É importante ressaltar que nem todo paciente é elegível ao tratamento remoto. Alguns precisam de acompanhamento presencial, com tratamentos mais longos e que exigem mais contato com o psicólogo. Além disso, existem muitos pacientes que não se sentem confortáveis apenas com o contato virtual. Para eles, é preciso ter uma ligação presencial com o psicólogo para criar laços e obter um tratamento mais efetivo.

 

Uso de aplicativos

O psicólogo também pode usar os aplicativos como aliados para obter dados e ajudar o paciente. Usar um aplicativo de monitoramento de sono, por exemplo, pode ajudar o psicólogo e reconhecer padrões de comportamento ou hábito.

Outro exemplo são os aplicativos que auxiliam no relaxamento. Pacientes com ansiedade, por exemplo, podem fazer um excelente uso desses programas. O leque de possibilidades é enorme e está ao alcance das mãos de pacientes e psicólogos.

 

Novas possibilidades para a psicologia

Podemos concluir que a entrada de novas tecnologias nos consultórios aproximou ainda mais psicólogos e pacientes. E essa relação é extremamente importante para os laços de confiança necessários no tratamento psicológico.

Além disso, abrem um leque de opções para o profissional, que pode expandir seus conhecimentos e influência no mercado de trabalho. No entanto, é preciso ter cuidado pois a grande oferta pode esconder problemas. Escolha e estude com bastante cautela os novos métodos que ajudarão você e seus pacientes.

 

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