Quais áreas da Engenharia Elétrica têm falta de profissionais?

Renata Arruda
Comunicadora, escreveu para veículos como Canal Lifetime, Huffpost Brasil, Scream & Yell, revista O Grito!, revista Plaf, entre outros. Atua como redatora de conteúdo generalista, sendo colaboradora fixa do site Letras.mus.br e Hora da Facul.
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Crédito: Foto de ThisIsEngineering no Pexels

Confira quais áreas da Engenharia Elétrica têm falta de profissionais e veja qual delas é a mais adequada para você!

A Engenharia Elétrica é o campo da engenharia, que como o nome diz, trabalha com área ligadas a eletricidade, eletromagnetismo e eletrônica. É responsabilidade desse profissional se ocupar com pesquisa, projeção, criação, instalação e manutenção de circuitos e sistemas integrados.

O mercado de trabalho no setor de energia elétrica se mantém constantemente aquecido. Assim, o engenheiro especializado está sempre sendo requisitado por diferentes áreas da economia. Para se ter uma ideia, essa profissão é a terceira mais bem paga entre todas as engenharias no Brasil.

No entanto, várias áreas da Engenharia Elétrica enfrentam carência de profissionais qualificados. Isso significa que há boa oferta de vagas para quem se especializar com excelência em alguma delas. Mas quais áreas da Engenharia Elétrica têm falta de profissionais? Vem saber quais são!

Áreas da Engenharia Elétrica com falta de profissionais

Com remuneração média que vai de R$8 mil e pode chegar a até R$40 mil, dependendo do cargo, tempo de experiência e local de trabalho, a Engenharia Elétrica é um ramo promissor. Confira quais são os campos de atuação onde há carência de engenheiros especializados:

Automação 

A automação é uma áreas da engenharia elétrica que mais cresce no país. Com o avanço da tecnologia, há uma intensa procura das indústrias pela automatização e robotização dos seus processos.

Dessa forma, aumenta também a busca por engenheiros eletricistas capazes de atuar na construção de sistemas elétricos, desde as estruturas mais simples até as mais complexas. Nesta área, o profissional é responsável por cuidar do fornecimento de energia para instalações industriais e da manutenção preventiva de máquinas e equipamentos.

Telecomunicações 

Outro mercado com carência de engenheiros eletricistas é o de telecomunicações. Dentre as suas atribuições, os profissionais devem atuar em projetos de telefonia, sistemas de comunicação e de processamento digital.

Algumas das atividades que são realizadas pelo engenheiro nesta área da engenharia elétrica são:

  • Criação de redes;
  • Desenvolvimento de serviços de telefonia;
  • Projeção de sistemas e de redes para dispositivos móveis.

Eletrônica

Na área de eletrônica, o engenheiro especializado encontra muitas oportunidades em operadoras telefônicas, empresas de eletrodomésticos e, principalmente, nas indústrias.

O profissional é procurado para atuar na manutenção dos componentes eletrônicos dos equipamentos. Além disso, ele também deve ser responsável pelos circuitos e sistemas integrados que possibilitam o funcionamento de aparelhos eletrônicos de diversos setores.

Outra atividade requisitada é a criação de aparelhos de medição usados em outros setores da engenharia e em outras profissões em geral.

Microeletrônica

A microeletrônica é uma área de sistemas eletrônicos que vem crescendo atualmente. Esta tecnologia vem sendo utilizada em inúmeros setores como o da computação, telefonia, serviços bancários, biomedicina e outros. Por ser um campo novo, a necessidade de mão de obra qualificada é constante.

Assim, as empresas do ramo buscam por engenheiros eletricistas especializados, capazes de atuar na pesquisa, projeção e fabricação de circuitos, sistemas integrados e dispositivos avançados de tamanho reduzido.

Biomedicina e medicina

Muita gente não sabe, mas os profissionais de engenharia elétrica também são muito requisitados na área de biomedicina. Isso porque os equipamentos utilizados em diversos exames de imagem e cirurgias são projetados e construídos pelo engenheiro eletricista.

Atualmente, com a corrida dos laboratórios pela fabricação de vacinas, muitas empresas do ramo da saúde têm buscado por engenheiros que atuem no desenvolvimento e manutenção de equipamentos médicos. Dentre elas, as principais são indústrias farmacêuticas, centros de pesquisa, hospitais e clínicas. No entanto, ainda há carência de profissionais qualificados para essas funções.

Vale lembrar que os engenheiros eletricistas têm sido fundamentais ao longo da pandemia de covid-19. Isso porque eles são os responsáveis por criar respiradores que salvaram a vida de muitas pessoas.

Hardware e programação

Uma das áreas da Engenharia Elétrica mais recentes com falta de engenheiros capacitados é a de hardware e software. 

O profissional é requisitado para atuar na planta e projeção dos circuitos integrados ligados aos sistemas de computação.

Mercado de trabalho para especialistas em Engenharia Elétrica

São muitas as possibilidades de carreira para quem se forma em engenharia elétrica. Embora  o setor industrial seja o que tradicionalmente mais contrata esses profissionais, outras áreas carecem de demanda por especialistas qualificados.

Por isso, o engenheiro eletricista especializado irá encontrar um mercado de trabalho de portas abertas para recebê-lo. Entre os principais empregadores deste profissional podemos citar:

  • Usinas;
  • Empresas de telecomunicações;
  • Construtoras;
  • Linhas de transmissão;
  • Subestações;
  • Indústrias de automação e sistemas elétricos.

Quem se formar na área irá encontrar oportunidades atrativas de remuneração. Isso porque o salário médio de um engenheiro eletricista no Brasil é de R$7.500, podendo chegar a ganhar até R$9.000, dependendo do cargo e empresa.

O curso de Engenharia Elétrica

A graduação em Engenharia Elétrica é do tipo bacharelado e tem duração de 5 anos (10 semestres). Nos primeiros anos, o aluno estuda disciplinas generalistas das áreas de matemática, física e tecnologia, comuns aos cursos de engenharia. Porém, com o avanço do curso, o foco se volta para as disciplinas específicas da área.

Confira algumas matérias da grade curricular de engenharia elétrica:

  • Eletrônica;
  • Sistemas de Energia Elétrica;
  • Telecomunicações;
  • Sistemas de Controle;
  • Processamento de Sinais;
  • Eletrônica de Potência;
  • Geometria Analítica;
  • Eletromagnetismo;
  • Eletrônica Digital;
  • Eletrônica Analógica;
  • Eletrônica de Potência;
  • Circuitos Elétricos;
  • Desenho Técnico.

Vale lembrar que, além das disciplinas teóricas, o curso também conta com muitas aulas práticas em laboratório. Além disso, o estudante deverá realizar um estágio supervisionado obrigatório para poder se formar e conquistar seu diploma.

Como você viu, a engenharia elétrica é um ramo promissor, com inúmeras oportunidades de atuação, principalmente para o profissional que se especializa em uma carreira específica. Portanto, depois de se formar, vale a pena buscar uma boa pós-graduação para alcançar voos ainda mais altos.

Depois de conferir quais áreas da Engenharia Elétrica têm falta de profissionais, continue por dentro da profissão descobrindo o que o mercado exige de um engenheiro elétrico e quais são as principais áreas de atuação da engenharia elétrica.

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